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75% dos projetos de IoT estão tendo falhas na implantação. Você sabe por quê?

Publicado em 26/jun/2017 5:00:00

Entenda os motivos destas falhas e saiba como trabalhar para evitá-las.

¾  dos projetos de IoT estão tendo falhas na implantação. Você sabe por quê?

A base de endpoints da Internet das Coisas instalada mundialmente passará de 14,9 bilhões no final de 2016 para mais de 82 bilhões em 2025, segundo as previsões da IDC. Com essa taxa, a IoT pode tornar-se tão indispensável quanto a própria Internet nos próximos anos.

 

No entanto, de acordo com um novo estudo conduzido pela Cisco, 60% das iniciativas ficaram no estágio de Prova de Conceito (PoC) e apenas 26% das empresas tiveram uma ação IoT que consideraram um êxito completo. O pior? ⅓ de todos os projetos concluídos não foram considerados um sucesso.

 

Rowan Trollope, vice-presidente sênior e gerente geral da área de aplicações e IoT da Cisco, afirma que “Não é por falta de tentativas, e há uma série de coisas que nós podemos fazer para conseguir que mais projetos saiam do estágio inicial e sejam completados com sucesso.” Essas informações foram apresentadas no IoT World Forum (IoTWF), um evento em que a Cisco convoca os maiores líderes da indústria com o objetivo de acelerar a IoT.

 

Principais descobertas do estudo

 

1 - Considere o "fator humano"

A Internet das Coisas costuma deixar essa impressão de que é uma área extremamente tecnológica e técnica, mas fatores humanos como cultura, organização e liderança são críticos para que a implementação seja satisfatória. Na verdade, três dos quatro principais aspectos por trás dos projetos de IoT bem-sucedidos tiveram ligação com pessoas e relacionamentos:

 

- Colaboração entre o time de TI e os executivos de negócios que pensam mais no lado estratégico, citado por 54% dos 1845 entrevistados;

- Uma cultura organizacional focada em tecnologia, decorrente de liderança de cima para baixo e patrocínio executivo, foi considerado um ponto-chave por 49%;

- Equipe com expertise de IoT, interna ou através de parceria externa, foi considerada por 48%.

 

Além disso, as organizações com iniciativas mais efetivas de IoT alavancaram a colaboração do ecossistema mais amplamente. Elas usaram parceiros em todas as fases, desde o planejamento estratégico até a análise de dados após o lançamento.

 

Apesar da forte concordância sobre a importância da cooperação entre equipe de TI e de negócios, surgiram algumas diferenças interessantes:

 

- Os líderes de TI colocam mais importância nas tecnologias, cultura organizacional, expertise e fornecedores;

- Os tomadores de decisão de negócios dão mais ênfase na estratégia, processos e marcos simbólicos;

- Os CIOs são mais propensos a pensar que as iniciativas IoT são bem-sucedidas. Enquanto 35% dos líderes de TI chamaram suas realizações IoT de um sucesso completo, apenas 15% dos gestores de negócios o fizeram.

 

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2- Não vá sozinho

64% dos entrevistados enfatizaram que as iniciativas de IoT muitas vezes parecem boas no papel, mas são muito mais difíceis do que se esperava. Os cinco principais desafios em todas as etapas de implementação são: tempo até a conclusão, perícia interna limitada, qualidade de dados, integração entre equipes e orçamento de alto custo.

 

O estudo da Cisco também descobriu que as organizações mais bem-sucedidas envolvem o ecossistema parceiro da IoT em todas as etapas, o que implica em fortes colaborações ao longo do processo que podem suavizar a curva de aprendizado.

 

Segundo Inbar Lasser-Raab, vice-presidente de Marketing de Soluções Empresariais da Cisco, “Estamos vendo novas inovações da IoT quase todos os dias. Estamos conectando coisas que nunca pensamos estarem conectadas, criando um novo e incrível valor para as indústrias. Mas onde vemos a maior parte das oportunidades, é onde nos relacionamos com outros fornecedores e criamos soluções que não só estão conectadas, mas também compartilham dados. Isso porque os dados compartilhados são a base de uma rede de indústrias - compartilhamento de ideias para fazer proporcionar enormes ganhos para empresas e para a sociedade, porque nenhuma empresa pode resolver isso sozinha".

 

3- Colha os benefícios

Quando os fatores críticos de sucesso se combinam, as organizações estão em posição de colher uma inesperada gama de informações inteligentes.

73% de todos os participantes estão usando os dados dos projetos concluídos pela IoT para melhorar seus negócios. Globalmente, os três principais benefícios da IoT incluem melhor satisfação do cliente (70%), eficiências operacionais (67%) e melhoria da qualidade do produto/serviço (66%). Além disso, a rentabilidade melhorada foi o principal benefício inesperado (39%).

 

4- Aprenda com as falhas

A realização desses projetos da Internet of Things levou a outro benefício inesperado: 64% concordaram que as aprendizagens de iniciativas IoT paralisadas ou fracassadas ajudaram a acelerar o investimento das organizações em Internet das Coisas.

 

Apesar desses desafios, muitos dos entrevistados na pesquisa estão otimistas com relação ao futuro da IoT - uma tendência que, por todo seu impulso imediato, ainda está em seus estágios iniciais de evolução. 61% acreditam que mal começamos a nos aprofundar no que as tecnologias IoT podem fazer para os negócios.

 

5- Observe se o investimento na gestão de projetos foi insuficiente

Um dos motivos mais comuns para falhas em projetos de IoT é que as empresas não conseguem se concentrar no lado mais flexível: o lado da gestão. Muitas organizações colocam muito dinheiro na tecnologia e nas pessoas que trabalham diretamente nela, mas economizam quando se trata do gerenciamento. É bastante comum verificar fracassos como resultado da falta de liderança. Os profissionais que são responsáveis pelos projetos com esta tecnologia tendem a ter sólidos antecedentes técnicos, mas uma experiência mínima na administração. Eles geralmente não estão acostumados a trabalhar com os clientes e investidores, uma função que basicamente todos os projetos de IoT exigem.

 

O líder que coordena uma iniciativa em Internet das Coisas deve conseguir motivar pessoas que não estão diretamente sob sua supervisão. Portanto, é crucial que ele saiba como gerenciar mudanças em toda a organização. Ele precisa ainda ser capaz de identificar os profissionais mais qualificados, mesmo que seja uma equipe de dez pessoas, um gerente de projeto especializado é necessário.

 

6- Atualize e não substitua componentes da IoT

A Internet das Coisas é um mercado excepcionalmente dinâmico. Tudo está em fluxo: padrões, a paisagem do fornecedor, a oferta atual das plataformas IoT, a tecnologia usada para conectar dispositivos. Os desenvolvedores desta área devem garantir que todas as partes do projeto IoT possam ser alteradas, se necessário. Qualquer elemento pode precisar ser atualizado ou substituído no campo - incluindo seu software, firmware e hardware.

 

A paisagem de padrões de mudança é outra área de foco importante. Embora o setor de tecnologia tenha desenvolvido soluções baseadas em software para esse problema, como a componentização e a modularização, as mesmas práticas também devem ser aplicadas ao hardware para aplicações IoT.

 

7- Subestimar o risco do fornecedor

Nos últimos anos, houve uma explosão de empresas focadas em IoT e sem dúvida o mercado fará uma seleção natural. Nick Jones, vice-presidente e analista destacado do Gartner, afirma que “é um fato triste que, em muitos mercados de software, por exemplo, a maioria dos fornecedores acaba por falhar no longo prazo". Se a IoT seguir em uma trajetória semelhante, haverá uma consolidação importante e muitos desses fornecedores não existirão mais em torno de cinco a dez anos.

 

8- Não ter um plano B ou uma estratégia de saída

Como a área da Internet das Coisas é muito inconstante e pode tornar-se ainda mais no futuro próximo, as empresas ativas neste espaço devem ter um plano de backup e uma maneira de se afastar de um fornecedor ou tecnologia, se necessário. Existem dois pontos principais a observar aqui: primeiro, caso seja preciso substituir um fornecedor ou se um vendedor chave for adquirido, isso deve ser apenas um inconveniente e não um desastre. O segundo ponto é para o caso da sua revenda se sentir compelida a tomar a decisão de cancelar a parceria com o fornecedor sem um plano de saída concreto. Neste caso, o canal de TI precisa ser excepcionalmente cuidadoso para não criar maiores problemas para seus clientes.

 

9- Focar na tecnologia acima dos negócios

Muitos projetos de IoT são soluções tecnológicas que procuram um problema para resolver. Como resultado, poucos deles geram receita. Menos de ¼ das corporações estavam ganhando dinheiro com a Internet das Coisas em 2016, de acordo com a CompTIA. Várias pesquisas também revelaram que a construção de um caso de negócios para as tecnologias de IoT continua a ser uma luta importante. A LNS Research notou este tema em suas análises e aconselha as empresas a evitar o lançamento de um mega-projeto de IoT sem objetivos claros ou benefícios financeiros. Da mesma forma, a instituição francesa de pesquisa de mercado Capgemini relata que poucas empresas com projetos IoT geram receita de serviços. Mesmo os mais proeminentes às vezes não conseguem entregar um ROI. Considere, por exemplo, o Nest, que o Google adquiriu por US$ 3,2 bilhões em 2014 e ainda não conseguiu trazer o retorno esperado.

 

Em vez de desenvolver rapidamente os projetos de Internet das Coisas para vencer os concorrentes, as organizações devem se concentrar em como sua tecnologia pode gerar ganhos de eficiência escaláveis ou gerar receita. Quanto ao último ponto, a Capgemini observa que existem cinco modelos primários de monetização, incluindo construção de ecossistemas, hardware de alto desempenho, receita de serviços e de dados. As empresas que lançam projetos voltados para o cliente também podem considerar uma variedade de modelos de preços, incluindo taxas únicas, pay-for-results, freemium, assinatura e modelos de pay-as-you-go.

 

Depois de vermos algumas indicações do que fazer para evitar que os projetos de IoT apresentem falhas, uma coisa fica bastante clara: os resultados de negócios para projetos que envolvam este tipo de tecnologia definitivamente não aparecem a curto prazo. É preciso uma estratégia bastante consolidada, uma equipe focada e muito trabalho para obter sucesso nas iniciativas de TI voltadas para a Internet das Coisas.

 

Fontes:

http://cio.com.br/tecnologia/2017/05/29/cinco-motivos-de-falhas-nos-projetos-de-internet-das-coisas/

https://newsroom.cisco.com/press-release-content?type=webcontent&articleId=1847422

http://www.ioti.com/iot-trends-and-analysis/how-not-manage-iot-project-7-common-pitfalls

 

Categorias: Internet das Coisas