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A inserção da IoT no setor da saúde

Publicado em 16/nov/2017 5:00:00

Entenda como dispositivos de Internet das Coisas ganham cada vez mais espaço no setor de saúde e como podem representar riscos sem os cuidados necessários.

 

A inserção da IoT no setor da saúde

A introdução da Internet das Coisas (IoT) nos processos tecnológicos do setor da saúde tem crescido cada vez mais, oferecendo diversas possibilidades para melhorar o atendimento a pacientes.

 

Por meio de aparelhos conectados se torna possível compilar e analisar grandes volumes de dados clínicos, o que permite aos profissionais da saúde personalizar de maneira mais eficiente o tratamento de cada paciente, conferindo a esses dispositivos um grande potencial para salvar vidas.

 

Com a IoT passa a ser possível, ainda, o atendimento remoto, a atenção contínua a sinais vitais de pacientes em enfermarias e a possibilidade de ajustar automaticamente as máquinas sem que se perca o tempo necessário para deslocar um profissional até o local. O atendimento remoto beneficia, também, pessoas idosas que podem ter sensores em suas residências para alertar paramédicos em casos de emergências como quedas, ataques cardíacos ou que façam o monitoramento dos níveis de glicose, entre outros.

 

Assim, vemos que essas tecnologias permitem aumentar a eficiência para os hospitais no momento de monitorar os pacientes, aumentando o volume e qualidade da coleta, do armazenamento e envio de dados sobre eles e a possibilidade de tornar o atendimento independente da presença constante de um profissional, reduzindo os riscos para situações de quadros de funcionários reduzidos.

 

Mas mesmo com tantos benefícios, é necessário que as instituições do setor da saúde que adotarem a IoT estejam muito atentas à segurança, buscando soluções avançadas. Isso porque esses dispositivos deixam os dados sensíveis dos pacientes e funcionários das entidades em risco, sendo essencial proteger de hackers todas as informações compiladas, armazenadas e transmitidas.

 

Desafios da Internet das coisas para a saúde conectada

 

O uso da IoT no setor cria algumas exigências para garantir a eficiência e segurança dos processos de cuidados à saúde, como:

 

  • Implementar a interoperabilidade para que os dispositivos de fluxo de trabalho usados nos cuidados com a sua saúde estejam todos integrados;
  • Garantir a constante alimentação de energia, para que falta de bateria não cause a parada dos dispositivos, considerando que muitos deles não podem ser conectados a carregadores comuns;
  • Aplicar interfaces de usuários amigáveis para que seja fácil para pacientes e profissionais de saúde interagirem com o sistema e interpretarem os dados fornecidos;
  • Manter atualizados e baseados em protocolos de entrega eficiente os firmwares, hardwares e softwares.

 

É necessário destacar, ainda, que não existem padrões prontos para a implementação de IoT no setor de saúde. Assim, ainda que estes já estejam sendo desenvolvidos, é necessário que a revenda e a equipe de TI estejam atentos para que sua inserção nas organizações seja eficiente e cumpra com os objetivos.

 

O perigo dos ataques ransomware

 

O número de ciberataques a dispositivos IoT no setor de saúde tem crescido cada vez mais. As vulnerabilidades de unidades de saúde e hospitalares tem sido muito exploradas, de forma que os perigos que se enfrenta no setor de saúde já não se reduzem a ataques ransomware como o WannaCry, no início de 2017, que resultou no cancelamento de cirurgias e encerramento de blocos operatórios no Reino Unido, ou o sofrido por um hospital em Los Angeles em 2016, que resultou no pagamento de um resgate de 17.000 dólares.

 

Entender a vulnerabilidade de dispositivos IoT no setor da saúde depende de compreender diferentes tipos de objetos inteligentes.

 

Quando pensamos em dispositivos médicos portáteis, como bombas de insulina e pacemakers, ciberataques, geralmente, servem como base de chantagem a pacientes, que correm o risco de terem o funcionamento desses dispositivos interrompidos caso não aceitem o resgate pedido.

 

Já em dispositivos que carregam dados de tratamentos e de funcionamento de aparelhos médicos, quando invadidos, podem resultar em graves riscos para a vida dos pacientes, como é o caso de dispensadores de farmácia inteligentes ou estações de quimioterapia conectadas. São esses dados que permitem ao médico regular os tratamentos, de forma que seu sequestro pode ser utilizado como forma de chantagear todo o hospital e não apenas o paciente.

 

Cisco Meraki

Como proteger o setor da saúde

 

Minimizar os riscos de ataques aos dispositivos IoT é essencial. Um primeiro passo é buscar por modelos de privacidade que estejam inseridos em todas as etapas, começando no momento de desenhar as máquinas até a finalização e comercialização dos equipamentos IoT para a saúde, protegendo pacientes, hospitais e empresas, que devem se enquadrar na Lei Europeia de Proteção de Dados Pessoais, conhecida pela sigla GDPR (General Data Protection Regulation).

 

Além disso, é essencial assegurar que os sistemas de segurança móvel e endpoints avançados estejam atuando de maneira eficiente, se colocando como uma estratégia de proteção integral. Assim, é possível garantir que uma única arquitetura proteja todos os equipamentos e cubra aspectos relacionados à segmentação da rede e à mitigação de múltiplos vetores de ataque avançados. Essas soluções devem ser utilizadas em parceria com as destinadas à prevenção de ameaças.

 

Desta forma, vemos que da mesma maneira que a Internet das Coisas pode revolucionar a área médica, ela também abre as portas para novos riscos de ataques cibernéticos. Para as revendas de TI, isso significa uma necessidade de ter maior atenção e oferecer produtos de proteção de endpoints, além de diferentes soluções de prevenção de ataques, recuperação de desastres e restrição de acesso, garantindo a segurança de dados e, consequentemente, de pacientes e hospitais contra danos que podem, inclusive, custar uma vida.

 

 

Fontes:

http://wintech.pt/w-news/24276-dispositivos-inteligentes-utilizados-nos-hospitais-sao-cada-vez-mais-um-alvo-dos-cibercriminosos

 

Categorias: Healthcare, Cibersegurança, Internet das Coisas