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Os riscos do Big Data e a invasão de privacidade nos EUA

Publicado em 18/jun/2013 15:22:00

Em um mundo onde quase todas as nossas ações geram dados, surgem novas discussões sobre a propriedade e a privacidade dessas informações.

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O fenômeno Big Data já é uma realidade. Nos últimos anos, o volume de dados coletados e armazenados por empresas e organizações governamentais explodiu assustadoramente. A tendência vem sendo alimentada pela redução dos custos com armazenamento de informações e pelo fato de que a capacidade de analisar enormes quantidades de informação quase que instantaneamente se desenvolveu bastante.

O Big Data representa uma grande inovação para a indústria e para o mercado de forma geral. Pesquisas conduzidas pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) apontaram que companhias que tomam decisões a partir de dados analisados percebem um aumento de 5 a 6% na produção e produtividade da empresa. Também há uma forte ligação entre uma estratégia de gerenciamento efetivo dos dados e a performance financeira. Companhias que usam os dados de maneira efetiva se destacam das demais no mercado.

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Mas a tendência também representa grandes riscos de privacidade para as empresas. Dados são gerados a partir de transações online de cartão de crédito, e-mails, vídeos, imagens, históricos de navegadores, relatórios médicos, interações de redes sociais, e muitos outros. Todos esses formatos de comunicação estão gerando algum tipo de informação relevante sobre as nossas vidas, que são armazenadas e compartilhadas cada vez mais amplamente em várias partes do mundo. Esse compartilhamento é preocupante pois quanto mais informações circulam sobre um indivíduo, mais difícil será a tarefa de garantir a segurança dos dados e proteger a privacidade desse usuário.

Mas quais são os reais riscos de privacidade com o Big Data?

As fotos que você compartilha em uma rede social, os e-mails que você troca, as pesquisas feitas em buscadores por exemplo, geram dados sobre o seu perfil de usuário na Internet. Essas informações são captadas por diversas empresas, muitas vezes sem o real consentimento dos usuários. A área da saúde (testes clínicos, exames médicos, entre outros), Smart Grid e até mesmo a Cloud Computing se beneficiam desses dados, por exemplo. Porém, eles oferecem riscos de privacidade por trabalharem com informações que, na maioria dos casos, não são anônimas.

Por exemplo, dados de relatórios médicos são vendidos para empresas de análise criando o risco de serem usadas para rastrear a identidade dos pacientes. Há um burburinho enorme com relação à medicina personalizada, que promete drogas e terapias mais específicas para o problema de cada indivíduo. A promessa é interessante para trazer melhorias à medicina, mas a análise de dados se baseia na identificação pessoal em níveis celulares e genéticos, o que pode trazer grandes riscos se usada inapropriadamente.

Outro exemplo interessante que pode trazer riscos para a privacidade são as iniciativas de Smart Grid, projeto de Big Data que pretende melhorar a eficiência da distribuição de energia para as casas e empresas através da análise dos dados de consumo de energia. Com isso, é possível que o Smart Grid preveja não só quanto e como usamos nossa energia, mas também informações mais específicas como a hora em que tomamos banho, a hora em que jantamos, quanto tempo gastamos em cada cômodo da casa, o que estamos fazendo e até a hora em que vamos dormir, visto que a maioria das atividades feitas dentro de casa são feitas com equipamentos eletrônicos

Algumas empresas procuram utilizar técnicas de desidentificação (anonimização, pseudoanonimização, encriptação, codificação-chave, entre outros), afim de captar os dados dos usuários sem ofender políticas de privacidade e questões de sigilo de informações pessoais. Com isso, teoricamente, garantem que a integridade dos dados seja preservada, assim como a privacidade dos usuários. No entanto, pesquisadores provaram que até mesmo informações que foram anonimizadas podem ser novamente identificadas. Ou seja, a invasão de privacidade por meio de dados ainda pode existir.

Um exemplo recente sobre o assunto é o caso do PRISM, um programa de vigilância criado pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA), em parceria com o FBI e com a maioria das grandes empresas de tecnologia. O PRISM entrou em ação em 2007, com a proposta de monitorar potenciais comunicações internacionais valiosas, que pudessem passar pelos servidores de empresas localizados nos Estados Unidos.

De acordo com jornais norte-americanos, o Diretor de Inteligência Nacional fazia o pedido de acesso dos dados de usuários à empresas como Google, Yahoo, Microsoft, entre outras. Elas forneciam o acesso aos servidores e às informações que passam por eles todos os dias para a Unidade de Tecnologia de Interceptação de Dados do FBI, que repassava todas essas informações à NSA. Teoricamente, a NSA só poderia monitorar comunicações externas, mas com o PRISM eles obtinham acesso à informações de norte-americanos comuns.

O que é mais preocupante no caso não é a coleta de dados, mas sim o fato de que o conteúdo de chamadas de vídeo e áudio, arquivos em Nuvem, fotos, e-mails, conversas por telefone convencional, documentos pessoais, entre outros, podiam ser acessados pelos analistas da agência de segurança por completo.

Nos últimos anos, legisladores do mundo todo têm manifestado uma preocupação constante quanto aos dados que as empresas estão coletando, como essas informações estão sendo utilizadas, se os dados coletados são vendidos ou fornecidos sem a consciência dos proprietários originais e se os consumidores são avisados sobre as práticas dessas empresas. O conceito de pegada digital, ou seja, as informações que um determinado indivíduo produz na Internet, já é uma realidade e é bastante interessante tanto para órgãos governamentais quanto para as empresas, ainda mais sem pagar nada por isso.

Por outro lado, parte do governo americano também tem trabalhado em investigações sobre as práticas de algumas empresas de captação e armazenamento de dados, indo de encontro com as acusações dos jornais de todo o mundo, alegando que o mesmo governo está envolvido no caso PRISM de invasão de privacidade. Outros parlamentares americanos estão trabalhando em uma nova legislação para proteger a privacidade dos usuários na era da Internet. O governo brasileiro também está se movimentando para criar uma legislação com relação à privacidade e proteção de dados pessoais no ambiente digital, com o objetivo de garantir mais transparência sobre o uso desses dados que são geralmente fornecidos a serviços públicos online, como sites de e-commerce, por exemplo.

Os posicionamentos positivos dos governos americano e brasileiro mostram uma preocupação com a privacidade do indivíduo no meio digital. É necessária a criação de uma política de privacidade para que as empresas e organizações respeitem os direitos de cada indivíduo e façam a captação de dados de maneira mais consciente. A partir disso, o desenvolvimento de um modelo em que os benefícios da análise de dados para empresas estejam equilibrados com os direitos individuais de privacidade é só uma questão de tempo.

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Quebra de privacidade afeta usuários de Internet nos EUA


Fontes:

http://www.smh.com.au/it-pro/business-it/is-big-data-all-its-cracked-up-to-be-20130513-2jh55.html

http://www.stanfordlawreview.org/online/privacy-paradox/big-data

http://computerworld.uol.com.br/tecnologia/2013/01/25/big-data-levanta-preocupacoes-de-privacidade/

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/newyorktimes/ny0905201112.htm

http://gizmodo.uol.com.br/o-que-e-prism/ 

Categorias: Big Data