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Cidades Inteligentes: o que esperar para os próximos anos?

Publicado em 5/fev/2019 5:00:00

Experiências que tenham o cidadão no foco das atenções é a chave para o sucesso.

 

Cidades Inteligentes: o que esperar para os próximos anos?

 

Imagine passar por uma rua interativa, em que o celular receba notificações via Bluetooth do cardápio do dia dos restaurantes próximos, promoções, alertas turísticos, dicas de descontos, horários de ônibus nos pontos de espera?


Essa experiência já existe e está sendo testada. Ela é uma das possibilidades de implantação de tecnologia no espaço urbano que vai a cada dia melhorar a experiência dos cidadãos e facilitar o seu dia a dia, aumentando inclusive a sua percepção de pertencer àquele espaço, interagindo melhor com a cidade em que vive.


Muitos serão os investimentos nos próximos anos para ajudar a reduzir o tamanho do Estado e melhorar o serviço ao cidadão, tornando as cidades não somente inteligentes, como também bem mais eficientes.


De acordo com levantamento do IDC, os gastos com as tecnologias nas cidades devem alcançar US$ 135 bilhões até 2021, ante a US$ 80 bilhões investidos em 2016.


Tendências para o setor em 2019

Foco no cidadão: uma das previsões em que a maioria dos especialistas e estudiosos sobre Cidades Inteligentes concordam é que todas as tecnologias de implantação a partir deste ano serão focadas no ser humano.


A Smart City não é só a mais conectada, mas a que consegue ter o cidadão como centro do plano e adaptar a sua estratégia tecnológica ao longo do tempo para a prestação de serviços e ganhos em aspectos ambientais, financeiros e sociais.


Um estudo da IBM apontou, por exemplo, que em um governo digital, em que as informações estão disponíveis e os serviços automatizados, o custo de atendimento a um cidadão por um órgão público é de 0,34 dólares, enquanto que o atendimento presencial custa cerca de 14 dólares. Por telefone, custa 7. É uma diferença gritante em que a tecnologia tem o papel de modificar.

 

A chegada do 5G: é outra tendência forte para este ano e que trará mudanças significativas às Cidades Inteligentes. As novas redes sem fio prometem velocidades mais rápidas com menos consumo de energia, possibilitando definitivamente a consolidação da IoT.


Pressão da geração millennial: outro ponto de destaque será o engajamento da população, exigindo a digitalização das cidades. A geração millennial mudou a forma como as pessoas consumiam e vão interferir também na forma como as cidades se relacionam com os seus moradores.


A construção de processos colaborativos será cada vez mais comum e fundamentais para a adoção da tecnologia nas cidades. As exigências dos cidadãos e as plataformas sociais terão papel importante para pressionar a forma como o governo se relaciona e atende as necessidades da população.

 

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Aumento do uso da Inteligência Artificial: com o passar dos anos de dispositivos instalados, muitos dados já foram capturados, armazenados e analisados, oferecendo uma grande gama de indicadores que poderão ser utilizados para o treinamento de AI.


Um radar de velocidade, por exemplo, além de contabilizar multas para veículos que descumprem as regras, podem servir como sensores que contam a quantidade de carros que passam por minuto, informar sobre os horários de pico e quem sabe, reprogramar os semáforos próximos de forma automática para que o fluxo seja melhorado de tempo em tempo.


Concluindo, muitas são as possibilidades de tecnologias a serem empregadas nas cidades, mas se não forem efetivamente para atender as demandas dos cidadãos, de nada adianta a sua implantação.


Outra questão é o fato de que os próprios cidadãos sentirão a necessidade de atendimento digital, pressionando os governos para que encontrem soluções mais eficientes.