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Como a Internet das Coisas espera modificar a indústria de seguros

Publicado em 25/out/2016 5:40:00

Veja como as tecnologias conectadas e inteligentes transformarão essa área.

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Companhias de seguros que procuram reduzir custos, melhorar as práticas de negócios e avaliar melhor os níveis de risco de cada cliente, investirão cada vez mais na Internet das Coisas, de acordo com uma pesquisa da Business Insider.

 

Algumas seguradoras de automóveis e da área da saúde já estão oferecendo um novo tipo de seguro baseado no uso (em inglês, usage-based insurance ou UBI), que utiliza dispositivos e sensores de IoT para acompanhar a atividade dos clientes e oferecer descontos ou prêmios para comportamentos seguros e saudáveis. Segundo a BI, as seguradoras esperam que 17 milhões de pessoas utilizem esse modelo até o fim de 2016.


No relatório “Insurance and the IoT”, a Business Insider apontou alguns pontos-chave dessa tendência na área de seguros:

 

  1. • Seguradoras de automóveis são as principais empresas a adotarem esse modelo de seguro. Em 2020, mais de 50 milhões de motoristas norte-americanos terão experimentado o UBI, de acordo com estimativas do relatório.

    As empresas de seguro residencial estão incentivando os clientes a instalarem dispositivos conectados que alertam para o potencial perigo em suas propriedades.

    • Ferramentas básicas de análise podem ser usadas para prever eventos, tais como padrões de clima e temperatura. Isso pode ajudar as seguradoras a definir com mais qualidade as políticas de preços e preparar os clientes para os próximos incidentes, o que deve ajudar a reduzir os danos.

    • Seguradoras de propriedades estão cada vez mais usando drones para avaliar os danos depois que um incidente ocorreu. Segundo estimativas dos especialistas, os drones trarão uma eficiência de até 50% às seguradoras.

 

Como a IoT está transformando o futebol

 

Já vimos que as estimativas apontam um número de dispositivos conectados à Internet de Todas as Coisas na casa de dezenas de bilhões até 2020. O que pode ser mais que uma surpresa, é que as companhias de seguros já começaram a implementar novos modelos de preços em torno da Internet das Coisas, a fim de diminuir os riscos com preços e lançar novos produtos na indústria de seguros.


Existem três maneiras principais pelas quais a IoT está impactando propostas de valor em seguradoras, de acordo com um relatório da Roland Berger, que descobriu que 60% das principais seguradoras europeias já lançaram soluções para carros conectados:

 

  1. • A customização de ofertas que melhora a seleção de riscos (garantias e preços personalizados).
    • A prevenção e detecção prévia que ajuda a reduzir os problemas (prêmios para comportamentos de baixo risco).
    • Melhoria da gestão do relacionamento com o cliente que aumentou a proximidade/ frequência das interações com os clientes, o que proporciona serviços de alto valor agregado com diferenciação de ofertas e produz uma nova imagem da seguradora.

O impacto da IoT dentro da indústria de seguros está começando a ganhar atenção. Quando a infraestrutura estiver funcionando de fato, será possível estabelecer relacionamentos diretos e imediatos com o cliente baseados no acesso direto a dados objetivos e não filtrados, e adquirir uma compreensão mais precisa de quem são seus clientes e como suas necessidades mudam ao longo do tempo. Além disso, será possível que as seguradoras criem ofertas individualizadas de produtos, recursos e opções de acesso.

Isso representa uma mudança gigantesca para as seguradoras. Historicamente, a maior parte dos dados dos clientes era indisponível e as informações que as seguradoras podiam acessar era muito subjetiva e imprecisa. Dados como uso de bebidas alcoólicas, se o cliente faz exercícios regularmente, enfim, dados bastante pessoais poderão ser acessados e utilizados pelas seguradoras para criar novas oportunidades de negócio.

Esses dados - se analisados com boas ferramentas de análise para Big Data - possuem a capacidade de estruturar novos e incríveis modelos de negócio para a indústria de seguros. Modelos inclusive muito mais eficientes dos que os mais tradicionais ainda utilizados atualmente.


Casos de uso baseados em Internet das Coisas para a indústria de seguros

O estudo também cita 11 exemplos de como os dispositivos conectados estão modificando o panorama das seguradoras e de seus clientes:

 

  1. • Campainhas conectadas à Internet que previnem assaltos.
    • Dados meteorológicos em tempo real que deixam as seguradoras mais preparadas para desastres naturais.
    • Drones que facilitam trabalhos de manutenção.
    • Seguro de carro baseado em quilometragem.
    • Monitoramento dos hábitos do motorista.
    • Rastreadores fitness para promover hábitos saudáveis.
    • Termostatos conectados.
    • Detectores de fumaça automatizados.
    • Detectores remotos de canos congelados.
    • Vigilância residencial remota.
    • Solicitações de reparo residencial automatizadas.

Transformando o conceito em ação

Uma seguradora norte-americana, John Hancock, começou um programa em 2015 que premia os clientes que usarem dispositivos wearables. Como parte do programa, os segurados recebem metas de saúde personalizadas e podem atualizar suas atividades usando ferramentas automatizadas e conectadas. Essa proposta foi a maneira prática que a empresa encontrou para acompanhar se os clientes estavam tendo bons e saudáveis comportamentos.


Os segurados imediatamente começam a acumular “Pontos de Vida” depois que ele completa suas atividades físicas, que podem ser trocados, por exemplo, por um exame de rotina completo anualmente. O número de “pontos de vida” que o segurado ganha ao longo do ano determina o nível em que seu perfil se encontra dentro do programa. Quanto mais saudável seu estilo de vida, mais pontos ele acumula. Ele também pode trocar seus pontos em descontos para viagens, compras, shows, ingressos de cinema e muitas outras coisas.

 

Conclusão: disrupção = oportunidade

À medida que os modelos de negócios das seguradoras se transformam em soluções baseadas em uso e vão ganhando popularidade entre os consumidores, percebemos uma coisa: a Internet das Coisas dentro da indústria de seguros veio para ficar. Com isso, as seguradoras devem superar a relutância tradicional da indústria para alterar e comprometer-se plenamente com o desenvolvimento de novas estratégias em todas as linhas de negócios e dentro de várias áreas operacionais. Elas precisam se concentrar em recursos que não são facilmente replicados e assumir um viés para a ação em colocar os dados de sensores e da Internet das Coisas para trabalhar.

Essas estratégias são necessárias para usar esse novo fluxo de dados a fim de otimizar as práticas e processos essenciais para as empresas de seguro. Mais importante, elas são necessárias para aproveitar totalmente o potencial transformador da IoT e agregar o valor substancial que representa para o setor de seguros.

Fontes:
http://www.rcrwireless.com/20160930/big-data-analytics/iot-insurance-tag31-tag99
http://www.ey.com/Publication/vwLUAssets/EY_-_The_internet_of_things_in_insurance/$FILE/EY-the-internet-of-things-in-insurance.pdf
https://datafloq.com/read/How-Internet-of-Things-Impact-Insurance-Industry/1473

Categorias: Big Data, Internet das Coisas