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Como o Big Data está mudando o mundo do futebol

Publicado em 18/mar/2016 5:00:00

O Big Data é uma realidade cada vez mais próxima desse segmento e com resultados surpreendentes.

Como o Big Data está mudando o mundo do futebol

Não são apenas torcedores, jornalistas e fãs que acompanham atletas, jogadores e esportistas nos estádios, treinos e nas competições. Por meio de dispositivos como como acelerômetros, sensores de frequência cardíaca e até sistemas de GPS, o esporte vem ganhando estatísticas avançadas e informações que são compartilhadas para melhorar o desempenho de seus jogadores e para valorização das próprias equipes.

Os grandes clubes estão usando recursos de Big Data para preparar táticas e estratégias, além de analisar outros times e seus principais jogadores. As estatísticas também são muito úteis para os gestores, que agregam valor aos seus relatórios e criam verdadeiras ‘super equipes’, ao considerar, pelas suas análises, o rendimento individual dos atletas em sua melhor forma.

A Copa do Mundo da FIFA, que aconteceu no Brasil em 2014, é um bom campo para avaliar esse novo cenário. A seleção alemã, que se consagrou a grande campeã da competição, utilizava recursos do Big Data, além de seu excelente elenco. Um desses sistemas, desenvolvido pela também alemã SAP, permitia a equipe analisar inúmeros dados de treinamentos e jogos, e, assim melhorar o desempenho do time.

A solução, chamada Match Insights, foi desenvolvida em parceria com a Deutscher Fussball-Bund (DFB), a confederação alemã de futebol, e analisava e processava inúmeros dados de uma partida ou mesmo de um treino. São geradas informações como o que é mais indicado para cada um da equipe fazer nos treinos ou partida, organização tática, precisão de chutes, até a posse de bola e a distribuição de passes.

Outro trunfo utilizado pela seleção alemã era o sistema miCoach, da Adidas, que realizava o monitoramento fisiológico, coletando e transmitindo informações do atleta, incluindo a frequência cardíaca, distância, velocidade, aceleração e potência, e em seguida, exibindo essas métricas em um dispositivo móvel, por exemplo. Com os dados em mãos, treinadores e preparadores físicos tinham uma análise em profundidade de cada atleta, tanto em campo, quanto biologicamente. Os dados podem ser usados por exemplo, para antever, por exemplo, situações em que o jogador precisará de descanso.

Entre outros sistemas, destacam-se os que usam o Sistema Global de Navegação por Satélite (GNSS) e o GPS. Ambos são muito usados para monitorar deslocamentos e movimentos dos atletas. Esses dispositivos de rastreamento obviamente dependem de satélites, mas as empresas fabricantes também possuem sistemas próprios de posicionamento local, como o ClearSky, que pode ser instalado no entorno dos estádios e centros de treinamento. Os sistemas GNSS têm como principal referência a empresa australiana Catapult Sports. O mecanismo de monitoramento e transmissão de dados pode ser instalado nas costas do atleta, preso como um colete ou mesmo uma blusa de compressão mais forte, que fica por baixo do uniforme.

O GPS também é usado pela Catapult Sport, com o nome de GPSport. O sistema realiza um sofisticado monitoramento de desempenho que incorporam o rastreamento via GPS com a frequência cardíaca. Esse grupo já trabalha com mais de 450 equipes em todo o mundo, tendo entre seus clientes a própria seleção brasileira.

Todos os sistemas de dispositivo de rastreamento mencionados estão alocados em uma categoria de desempenho eletrônico chamada Tracking System (EPTS). Atualmente seu uso, antes restrito aos treinos, já está liberado pela FIFA também para partidas a partir de 2015. Cabe a cada associação, liga ou competição a opção pela liberação ou restrição do uso dos mecanismos EPTs.

A FIFA já vem se antecipando em uma tentativa de regular o uso dessas ferramentas. Um exemplo é a permissão de uso de equipamentos especiais por atletas de futebol como Ali Krieger, dos EUA, e Peter Cech, que usam um capacete de proteção composto por fibras de alta resistência à tensões e um medidor de aceleração para proteção balística a abalos. O capacete de Krieger,  por meio da tecnologia empregada, dispersa a energia do impacto de um único ponto da cabeça para a totalidade do membro.

Outra ferramenta utilizada pela FIFA e também pela UEFA – federação do futebol europeu - é a Matrics, da empresa italiana Deltatre, que fornece um conjunto de dados em tempo real, como mapas de calor, passes e distância percorrida. Embora seja uma tecnologia já usada há alguns anos, ela é cada vez mais diversificada e detalhada por novos sistemas. A UEFA disponibiliza em seu site, por exemplo, uma lista de estatísticas de jogadores, clubes, grupos, entre outras informações.

E não são só softwares que são requisitados nesse ambiente. Os especialistas – profissionais que sabem usufruir e tirar o melhor proveito dessas ferramentas – também estão valorizados no mercado. É o caso do portal Five Thirty Eight, associado à  ESPN – canal especializado em esportes. Em 2014, o redator Benjamim Morris, publicou um extenso artigo em que argumentava, com precisão de detalhes, por que Lionel Messi era o melhor jogador do mundo. O especialista analisou milhares de dados estatísticos de partidas do Barcelona, time de Messi, e também partidas da seleção da Argentina, e apresentou elementos que evidenciavam que o jogador mostrava uma superioridade e incrível eficiência em chutes fora da área, jogadas e assistências, o que lhe dava vantagens também no número de gols marcados. O segundo colocado na análise desse artigo de Morris, Cristiano Ronaldo, estava muito atrás de Messi.

Morris percebe atualmente um interesse maior pelas análises provenientes do Big data, tanto por parte das equipes, seus gestores e até mesmo agentes de apostas, quanto pela própria imprensa e público em geral. Não há mais espaços para o ceticismo. O uso do Big Data no esporte é real e está em plena expansão.

 

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Fontes:

https://datafloq.com/read/how-big-data-is-changing-the-world-of-football/1796

http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/solucao-de-big-data-e-um-dos-segredos-da-alemanha-na-copa-2

http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2015/11/16/cech-quer-jogar-sem-capacete-apos-9-anos-mas-medicos-ainda-vetam.htm

http://brasil.elpais.com/brasil/2014/07/11/deportes/1405101085_144164.html

 

Categorias: Big Data