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Dispositivos IoT: as maiores falhas de 2018

Publicado em 7/fev/2019 5:00:00

Vulnerabilidades desestimulam o uso da tecnologia por consumidores finais.  

 

Dispositivos IoT: as maiores falhas de 2018

 

Na ansiedade de ganhar escalabilidade e mercado, desenvolvedores de dispositivos da Internet das Coisas podem estar deixando de lado um ponto muito importante de qualquer tecnologia: a segurança.


De acordo com previsões da IDC, o mercado de IoT terá crescimento de 13,6% ao ano em nível mundial, alcançando investimentos que chegarão a US$ 1,2 trilhão até 2022.


Em 2018, foram vistos erros primários como erros de implantação de fornecedores, provedores de serviços vendendo dados a terceiros e falhas de reconhecimento de voz. A seguir listamos os desacertos mais notórios do ano passado:


1 – Falha em sistema de radiodifusão: pacotes de comando nos sistemas de transmissão de emergência produzidos pela Acoustic Technology Inc. (ATI), transmitidos pelo ar, foram capturados, modificados e reproduzidos novamente.


Vulnerabilidades em radiofrequência podem desestimular o uso, por exemplo das tags RFID, muito utilizadas por empresas para organizar estoques e inventários via IoT. Se for possível invadir a leitura dessas etiquetas, empresas podem ter informações de seus clientes, controles de estoques podem ser alterados, entre inúmeras possibilidades.


2 – Vulnerabilidades no software LoJack: um dos mais populares softwares de segurança para dispositivos foi invadido por um grupo de espionagem cibernética, alterando seus protocolos de autenticação. Com esta alteração, equipamentos que utilizavam LoJack deixaram de detectar ataques.

 

A Cisco e a Internet de todas as coisas


3 – Agentes de estado escondem malwares em roteadores: foram encontrados em 2018 mais de 500 mil dispositivos comprometidos em 54 países que podem estar sendo rastreados por agências internacionais como a CIA. A intenção é monitorar, coletar informações e filtrar dados.


Com esta possibilidade de intrusão, dispositivos IoT estão extremamente expostos para serem configurados de acordo com o interesse de qualquer invasor.


4 – Provedor de dados vaza localização de todos os celulares dos EUA: uma invasão na Securus - empresa que fornece ferramentas de rastreamento de smartphones -, permitiu que qualquer usuário consultasse a localização de um celular sem precisar fornecer qualquer credencial ou senha.


5 – Assistente virtual vazou conversa de casal para uma pessoa da lista de contatos: imagine discutir com uma pessoa, dentro da própria casa, tendo um assistente virtual próximo, que grava essa conversa e depois manda para uma pessoa qualquer da lista de contato do telefone que está logado.


Aconteceu com o Amazon Echo Dot, levantando outros incidentes e falhas também em outras marcas de assistentes pessoais.


Enfim, IoT é uma tecnologia que está sendo impulsionada nos últimos cinco anos e a ansiedade do mercado por novidades, agilidade e ineditismo causam falhas como as citadas. Algumas delas fáceis de serem consertadas, mas que já deixam abertas muitas possibilidades para pessoas com más intenções.

 

Uma pesquisa da Dynatrace aponta que os consumidores estão perdendo a confiança no uso de IoT. De acordo com o estudo, 62% dos entrevistados temem que a quantidade e frequência dos problemas aumentem de acordo com o desenvolvimento de novos dispositivos.


A pesquisa global com 10 mil consumidores afirma que 52% dos usuários de tecnologia utilizam dispositivos de IoT, mas que 64% já enfrentaram dificuldades de performance. Quando questionados sobre os carros autônomos – uma das figuras mais icônicas da Internet das Coisas -, 84% dos entrevistados disseram que não usariam esse meio de transporte por medo de acontecerem panes.


Ou seja, a desconfiança do usuário final ainda é muito grande com relação à IoT. Mesmo que queiram utilizar as novidades, se conectarem, muitos episódios de vulnerabilidades divulgadas desestimulam o consumo da tecnologia.


Para conquistar os clientes, fornecedores, fabricantes e provedores terão que praticamente trocar o pneu do carro em movimento, continuando a oferecer novidades, mas ajustando as falhas que surgem ao longo da utilização dos dispositivos.

Categorias: Internet das Coisas