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Semana das previsões 2017: Internet das Coisas

Publicado em 2/jan/2017 5:00:00

Confira as principais apostas de especialistas em TI sobre a tendência da IoT para o ano que se inicia.

Semana das previsões 2017: Internet das Coisas

A Internet das Coisas é uma das tendências transformadoras que vai moldar o futuro dos negócios em 2017 e nas próximas décadas. No entanto, as tecnologias ainda se encontram em seu estágio inicial. Em 2014, por exemplo, 87% dos consumidores nunca tinham ouvido falar da IoT. Em 2016, 19% das empresas e profissionais de governos alegaram que nunca tinham ouvido falar da Internet of Things e 18% estavam apenas vagamente familiarizados, de acordo com o Instituto Internet of Things.

 

Mesmo assim, muitas empresas enxergam uma grande oportunidade no uso da IoT e começam a acreditar que as tecnologia ajuda a melhorar o relacionamento com os clientes e a impulsionar o crescimento do negócio otimizando a qualidade, produtividade e confiabilidade de um lado e, por outro lado, reduzindo custos, riscos e roubo de informação.

Trabalhando com o modelo correto de IoT, empresas serão recompensadas com novos clientes, melhores insights e maior satisfação do cliente.

 

O Panorama de 2016

2016 foi um ano bastante especial para a Internet das Coisas, apesar da explosão da indústria de IoT - uma previsão do Gartner para 2016 - não ter acontecido de fato.

Outro ponto importante é que a estruturação das redes LPWAN - um tipo de rede de telecomunicação sem fio criada para permitir comunicações de longo alcance com uma taxa de bits baixa entre objetos - e da conectividade como um todo não foram efetivadas neste último ano.

 

A IoT também ainda não se tornou vital para a experiência dos consumidores. Porém, empresas como Dell, HP e Cisco estão investindo pesado na criação de produtos e soluções para a Internet of Things, mesmo com algumas barreiras que ainda impedem a adoção da IoT por completo.

 

Esses pontos mostram que a tendência ainda não está pronta para uma implantação em massa e que muitos pré-requisitos para essa adoção da Internet das Coisas não estão no lugar certo e, com isso, o mercado crescerá em um ritmo mais lento do que o previsto.

 

Previsões para 2017

 

1- IoT e novos modelos de negócio

O momento atual é motivador para começar, investir e operar modelos de IoT nas empresas. E esse modelo precisa satisfazer todos os requisitos para todos os tipos de e-commerce; mercados verticais, mercados horizontais e mercados de consumo. Um novo modelo de negócios incluindo o compartilhamento de custos com dispositivos com os consumidores, reduzindo custos de propriedade e fazendo com a experiência do usuário (UX) seja menos problemática e mais prazerosa.

 

2017 verá novas categorias sendo adicionadas aos mercados inteligentes. Um elemento-chave é o pacote de serviços com o produto, por exemplo, dispositivos como o Alexa da Amazon serão considerados apenas um alto-falante sem fio sem os serviços prestados como reconhecimento de voz, streaming de música, entre outros.

 

2-  Dispositivos IoT e mais Ataques DDoS

A Forrester acredita que o mais recente ataque DDoS que atingiu cerca de 1.600 websites somente nos Estados Unidos foi apenas a ponta do iceberg quando nos referimos às ameaças que dispositivos conectados oferecem para o mundo. Aquele ataque confirmou o medo da vulnerabilidade de dispositivos IoT com um ataque massivo de negação de serviço distribuído que paralisou os servidores de serviços como Twitter, NetFlix, NYTimes e PayPal nos EUA, em 21 de outubro de 2016.

 

É o resultado de um imenso ataque que envolveu milhões de endereços na Internet e softwares maliciosos, de acordo com a Dyn, a principal vítima desse ataque. Uma fonte do tráfego para os ataques foram os dispositivos infectados pelo Botnet Mirai. Tudo indica que inúmeros dispositivos IoT que alimentam a tecnologia diariamente como câmeras de circuito interno e dispositivos de smart-home foram sequestrados pelo malware e usados contra os servidores.

 

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3- IoT, Inteligência Artificial e Containers

No cenário IoT, a IA pode ajudar empresas a levar os bilhões de pontos de dados que elas têm e extrair informações realmente significativas. A premissa geral é a mesma que nas aplicações de varejo: rever e analisar os dados coletados para encontrar padrões ou semelhanças que podem ser aprendidas de modo que melhores decisões possam ser feitas.

 

O ano de 2017 veria o software de Internet of Things sendo distribuído através de serviços em Nuvem, dispositivos de ponta e gateways. Além disso, também testemunharia soluções IoT sendo construídas em microsserviços modernos (uma abordagem para o desenvolvimento de aplicativos em que uma grande aplicação é construída como um conjunto de serviços modulares. Cada módulo oferece suporte para objetivos específicos dos negócios e utiliza uma interface simples e bem definida para se comunicar com outros módulos e containers (virtualização leve) que trabalhariam com uma arquitetura distribuída. Outro ponto importante é que os serviços em Nuvem de aprendizado de máquina e a Inteligência Artificial serão colocados em uso para explorar os dados que venham de dispositivos IoT.

 

4- IoT vai influenciar o Omnichannel

O impacto da IoT será sentido no mundo do marketing, diz Sandy Carter, CEO e fundadora da Silicon-Blitz, que foi nomeada como uma Influenciadora Digital Forbes em 2016. "O Omnichannel tem sido um tema amplamente discutido devido ao seu foco em uma única face para o cliente", diz Carter. Com a IoT, apresentar uma única visão dos dados se torna mais fácil se você é uma empresa B2B ou B2C.

 

A convergência dos mundos digital e físico através de múltiplos canais criou oportunidades para medir e influenciar o comportamento do cliente para além dos ciclos de compra tradicionais. Sensores, beacons, assinaturas e recursos digitais mudaram dramaticamente o modo como as empresas alcançam e gerenciam as relações com os clientes. Isso resulta em uma transformação do marketing e significa que os CMOs precisam entender como os dados captados por essas novas tecnologias conectadas podem conduzir a uma maior competitividade no que se refere à experiência do cliente.

 

5- A coleta de dados migrará para a Nuvem

Este ano, a coleta de dados vai migrar para a Nuvem e provavelmente a base de dados não será em SQL. Talvez vejamos serviços construídos especificamente para captação de dados, e um dos grandes propósitos será usar algoritmos de Inteligência Artificial para reconhecer não apenas o discurso de alguém, mas também como otimizar as operações de uma máquina.

 

6- A contratação continuará sendo um desafio para empresas com iniciativas em IoT

Existe uma enorme diferença entre a Internet das Coisas e a Internet regular. Uma pessoa comum agora passa horas na Internet a cada dia. E dezenas de recém-formados universitários cobiçam trabalhar para empresas de tecnologia que vão da Apple à Cisco. Mas as organizações que lançam projetos de transformação digital, incluindo cidades inteligentes e instalações industriais, enfrentam dificuldades no recrutamento de talentos já que a tendência ainda é bastante recente e, como mencionamos no começo deste artigo, ainda é pouco conhecida do público comum.

 

O cenário é problemático e ainda é um grande desafio encontrar colaboradores suficientes para fazer a Internet das Coisas realmente acontecer. 45% das empresas com foco em IoT luta para encontrar profissionais de segurança, de acordo com uma pesquisa da TEKsystems. 30% relatam dificuldades em encontrar profissionais de marketing digital.

 

7- Startups ganharão espaço no mercado

Nas últimas duas décadas, um punhado de startups fez uma fortuna desenvolvendo tecnologias para tornar a vida dos consumidores mais simples. O mesmo enredo pode funcionar com a Internet das Coisas.

 

Startups estão melhor posicionadas para entender os pontos de dor do usuário comum do que uma grande empresa. As grandes empresas geralmente se concentram em como a tecnologia é legal e importante, mas a tecnologia em si não vende. Quanto maior a empresa, mais lentamente eles se movem. É por isso que as startups têm essa vantagem. Elas aproveitarão sua agilidade e uma perspectiva mais simplificada para conquistar uma maior participação no mercado de IoT.



8- Os produtos IoT bem-sucedidos terão um componente de serviço

O mercado de IoT já está cheio de produtos, mas poucos se destacam. Isso porque ainda falta otimizar a integração do componente de serviços com o produto em questão. Se o iPhone, por exemplo, não tivesse todos os serviços que tem, não seria um produto bem-sucedido. O mesmo precisa acontecer com outros produtos inteligentes.

 

Esse modelo também está ganhando força no campo industrial. Empresas como a fabricante alemã de bombas de ar Kaeser Kompressore já compartilharam seus planos de vender "ar como um serviço" ao invés de simplesmente vender e alugar compressores. É preciso interligar produtos e serviços, algo que ainda é pouco feito mesmo com a crescente lista de plataformas IoT. As ofertas de serviços que eles oferecem ainda são muitas vezes limitadas.

 

E para que isso ocorra da forma correta, é necessário criar e implementar novos modelos de negócio orientados para serviços. Antigamente, a maior parte das empresas que construíam máquinas, apenas vendiam produtos. No futuro, elas podem vender no modelo “Máquina-como-Serviço”. Se as máquinas e dispositivos modernos são apenas um monte de sensores com um computador potente no meio, então a evolução da indústria de software vai se repetir, o que é extremamente negativo para o mercado de TI.

 

9- Os carros autônomos começarão a mudar a sociedade

Algumas das maiores empresas automotivas e de tecnologia do mundo estão trabalhando agressivamente no lançamento de veículos totalmente autônomos. Elon Musk, da Tesla, recentemente lançou oficialmente a tendência prometendo que, até o final de 2017, ele terá um carro pronto que pode dirigir de Los Angeles para Nova York sem a necessidade de um motorista humano.

 

Embora os benefícios potenciais de segurança sejam atrativos para as cidades, muitos funcionários municipais vêem carros autônomos como uma ameaça. Muitas cidades dependem fortemente de bilhetes de estacionamento, parquímetros e infrações de trânsito. Em 2015, a cidade de Nova York gerou US $ 1,9 bilhão em taxas e multas. Imagine se tudo isso desaparecesse.

 

Esse fato mostra uma triste constatação: muitas cidades não querem que o problema dos grandes congestionamentos seja resolvido. A receita adquirida com as falhas humanas é bem grande e se essas falhas forem eliminadas, isso seria uma ameaça para as prefeituras. Faria mais sentido se as cidades seguissem e cobrassem proprietários de veículos autônomos em uma cidade inteligente. Algo como: “Seu veículo será cobrado cada quilômetro para usar suas ruas."

 

A cidade de Londres poderia ser um modelo para outras que procuram resolver problemas com o tráfego, mas sem deixar de gerar receita. A cidade impõe essa carga usando uma tecnologia automática de reconhecimento de matrículas. De 2003 a 2013, o esquema arrecadou £ 2,6 bilhões em receita, o que permitiu fazer melhorias na infraestrutura e rede de transporte público.

 

Uma transição similar poderia acontecer na qual funcionários do governo devem repensar o transporte para acomodar carros conectados. Para especialistas, os carros conectados vão ajudar a impulsionar a Internet das Coisas. A primeira implantação de telefones celulares foi baseada em carros, era um lugar lógico para colocar um telefone, da mesma forma, a indústria de transporte é um lugar lógico para a tecnologia IoT.

 

10- IoT e conectividade

A conexão das diferentes partes de IoT aos sensores pode ser feita por diferentes tecnologias, incluindo Wi-Fi, Bluetooth, Low Power Wi-Fi, Wi-Max, Ethernet regular, Long Term Evolution (LTE) e a recente tecnologia promissora de Li-Fi - usando luz como um meio de comunicação entre as diferentes partes de uma rede típica incluindo sensores.

 

Em 2017, serão testadas novas formas de conexões sem fio, como o 3GPP de banda estreita (NB)-IoT, LoRaWAN ou Sigfox, forçando os responsáveis pelas decisões de IoT a avaliarem mais de 20 opções e protocolos de conectividade sem fio. Isso representa um passo na direção certa de ter padrões de conectividade.

 

Fontes:
http://blog.geoactivegroup.com/2016/12/internet-of-things-market-development.html
http://www.forbes.com/sites/gilpress/2016/11/01/internet-of-things-iot-2017-predictions-from-forrester/#6ff888af6bb6
http://www.ioti.com/iot-trends-and-analysis/11-iot-predictions-2017
https://datafloq.com/read/will-finally-be-2017-year-of-internet-of-things/2536
https://datafloq.com/read/7-trends-of-internet-of-things-in-2017/2530

 

Categorias: Internet das Coisas, Semana das Previsões